terça-feira, 12 de junho de 2007

A Irmandade do Talismã



O norte-americano Clifford D. Simak foi um dos veteranos da sci-fi. Antes de começar a escrever em 1931, foi jornalista, editor e escrevia Colunas Cientificas para vários jornais americanos. Tem uma obra muito vasta servindo de inspiração para vários escritores.
Ao contrário de O Outro Lado do Tempo, A Irmandade do Talismã (The Fellowship of Talisman, 1978) é fantasia em estado puro. O enredo se baseia na guarda e entrega em perfeito estado de um manuscrito em aramaico a um monge sábio, o que talvez provasse a historicidade de Jesus Cristo.
Para a entrega do documento é precioso, os expedicionários se submetem a uma jornada árdua e atribulada através da "Terra Desolada", nos ermos da Grã-Bretanha de uma Terra alternativa onde a Renascença jamais se deu e, portanto, a humanidade do século XX ainda se encontra em plena Idade Média.
Dentre as ameaças típicas ao êxito da expedição se destacam os "Devastadores", uma horda de demônios que assola periodicamente as terras européias. Os componentes da expedição são um jovem varão de uma das poucas casas nobres remanescentes na Inglaterra; seu cavalo-de-guerra e seu mastim treinado; um gigantesco e fiel camponês vassalo de seu pai; a filha de um grande mago; um demônio amistoso; um eremita; uma bruxa e outros menos cotados. A missão não é integralmente cumprida: o monge que receberia o pergaminho morre antes que os peregrinos consigam entregá-lo. No entanto, o documento demonstra sua autenticidade de maneira convincente e dramática, destruindo inteiramente os Devastadores e libertando o mundo da presença do Mal. Nesta obra também está presente o já esperado final feliz entre o jovem nobre guerreiro e a filha do feiticeiro.
Nota 06
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Referência das imagens:
1- Capa de uma edição americana de "A Irmandade do Talismã".
2- Capa da edição em língua portuguesa (que pode ser encontrado em qualquer boa livraria de sebo).

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